LimÃtrofe 🚦
Ela é frágil, mas é forte
Ela é sensÃvel, mas destemida
Organizada em seu jeito particular de ser
É tão dicotômica quanto clichê
Foge das emoções, porque são intensas demais
Tem medo do abandono, porque dói muito ver pessoas partirem
Anestesia a dor, porque ela é insuportavelmente palpável
Mesmo em Licitude
O exagero da licenciosidade e da toxidade é o inebriante ideal
Se ludibriar do certo e do errado, para neste mundo poder sobreviver
Este mundo de fatos, que se esconde numa máscara de ilusões
Um dia parece que esta tudo ao seu alcance
Noutro parece o peso do mundo sobre suas costas
É intenso e enérgico
Como numa investida violenta
Um acometimento de emoções que se juntam num tilintar de segundos
Ou no arrastamento de uma semana
Este mundo especifico não obedece a um padrão de regras
Por isso só entende quem enxerga além
Se és superficial e raso, não adianta
Mas fique feliz, pois a ignorância, as vezes, é sim uma benção
Tomamos decisões sem volta todos os dias
Mas não é todos que vivem a beira do abismo
Pra viver lá requer coragem
E uma vez que se foi, voltar atrás é tão sofrÃvel que machuca na carne
Passar pelo limbo do tédio
Criar rotinas mundanas
É um verdadeiro pesadelo real
Desculpe-me pelo pleonasmo
Mas é na redundância diária que vivemos
O paradoxo é outro ponto
feliz, infeliz e infeliz, feliz
De qualquer jeito essas palavras
Não chega nem perto da avalanche
Do que é viver sempre no limite
de Jacqueline Martins
(rabiscos que fiz enquanto assistia Gia - da fama a destruição)
"Gia, isso é a vida, não o céu, você não precisa ser perfeita"
"Gia, isso é a vida, não o céu, você não precisa ser perfeita"
