As vezes para se sentir bem, a gente tem que se sentir muito mal primeiro
Eu nunca escrevi sobre este assunto em lugar algum no mundo e eu sou uma pessoa que morro de medo de ficar exposta, de me sentir exposta, de me expor. Mas tem algo que me incomoda a anos, há muito anos, é aquelas típicas cicatrizes emocionais que a gente carrega. Mas nos últimos anos o causador dessa cicatriz voltou a fazer parte das conversas entre minha família pelo fato de meu pai ter morrido e por alguma infelicidade do destino ele ser filho adotivo do meu pai com direito a uma parte da herança. Eu sinto um embrulho no estomago só de tá escrevendo isso, mas lá vai, eu preciso desabafar. Quando eu tinha 4 anos de idade, ele tinha 15. E eu nunca tinha conhecido ele antes disso, até que um dia ele bate na porta da minha casa e o meu pai o acolhe, afinal era filho dele mesmo que só no papel. Na verdade, na época acreditavamos que ele era legitimo, só anos mais tarde a gente descobriu que a mãe dele mentiu a paternidade pro meu pai, só que ele continua por meios legais ...